quinta-feira, 12 de abril de 2012



— E quem me garante que você não vai embora como todos os outros?
— Eu garanto (risos)
— Você não pode ter tanta certeza disso.
— E por quê não?
— Não sei, você pode simplesmente cansar de mim e ir embora.
— E te largar assim, fácil? E dá o gosto a todos aqueles idiotas que esperam que eu faça exatamente isso pra terem uma chance contigo?
— Espera, do que você tá falando? Ninguém jamais teve olhos pra mim.
— Prazer em conhecê-la, meu nome é ninguém. Zé ninguém para os mais íntimos. (ele ri) 
— Não foi isso que eu quis dizer seu bobo, eu só acho que não sou boa o suficiente, pra que alguém se sinta preso a mim de alguma forma.
— Você não entende mesmo não é?
— Não entendo o o quê?
— Você não se vê com clareza, se você apenas visse o que eu vejo, entenderia o por quê de  eu te querer tão desesperadamente, agora enquanto eu olho pra você, quase não consigo acreditar, você não sabe, não sabe, o quanto é incrível pra mim.
(ela sorri, emocionada, sem reação) 
— Ainda acha que eu não tenho certeza do que quero? (ele a abraça)
— Não importa o que eu acho, não importa o que os outros fizeram ou disseram. Eu tenho você aqui, não sei o que o amanha nos reserva, mas até lá, só quero viver o presente, quero fazer esse momento durar, fazer dele nosso momento.