sábado, 7 de abril de 2012
“Que casal de idiotas!” era a frase mais citada pelos outros que eles ouviam. Não respondiam, pois eram mesmo, eram idiotas, eram bobos, brigavam, xingavam um ao outro, cuidavam um do outro, mas era de verdade, era puro, era lindo de se ver, como se entendiam pelo olhar, como conversavam sem falar nada. Eram perfeitos, sorriam e eram felizes apenas por estarem juntos. Criticavam-os por serem diferentes, mas quem disse que tem regras pra amar? Ninguém falou que a gente tem que dizer eu te amo de 5 em 5 minutos, até porque eles sabiam disso, sem precisar de repetições, ninguém disse que não pode brigar, que não pode discordar, que não pode brincar e dar risada, ninguém disse que não podem ser melhores amigos. Eles eram como duas crianças descobrindo o amor todos os dias novamente. Eles eram felizes, eles, ninguém conseguia separar. Eram companheiros de verdade, era um sentimento de verdade, eram duas pessoas em uma só. Como diriam nos contos infantis, o príncipe e a princesa, meio errados mas eram, porque mesmo não sendo um casal padrão eles faziam do sorriso algo natural que não podia faltar no rosto de cada um deles. Eles sim descobriram o verdadeiro sentido da palavra amar, amar é ser do seu jeito sem ligar ao que vão dizer, se estava bom para um, o outro também estava contente, o que valia era a opinião dos dois, e críticas alheias não atribuíam em nada. Aquele era um típico casal dessas comédias românticas, que discutem e brigam, mas que no final sempre terminam juntos sem ligar ao que vão dizer.