segunda-feira, 22 de agosto de 2011



Era uma vez um menino confuso, triste, mas confiante. Esse menino andava só e era isso que lhe fazia bem. Este menino encontrou uma menina, uma menina esquecida e bonita. Essa menina se aproximou do menino, mas no fim o menino se foi. Hoje o menino retoma o caminho, mas a menina ele pouco encontra. Tudo o resta é a saudade e a falta da menina.

A menina possuía traços de esquecimento, pouco ia atrás de quem se fora. Mas ela jamais esquecera daquele menino. Ele que se fez tão presente, precisou de seu tempo só para si. Não havia abandono, apenas necessidades melhores. O menino se sentia perdido, e a sensação de solidão permanecia. Foi quando ele se sentou em um banco para observar a vida. O vento que corria feito crianças brincando de pique-pega, os pássaros cantando a milésima sinfonia da mãe natureza. Ele sorriu. Foi quando olhou para o banco e encontrou a menina. Tão pequena, tão escondida. Mas ao fitá-la nos olhos ele pôde ver seu próprio reflexo. Ela estava à sua espera.

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