A vida bate, e bate com força. Junta a força física de um homem com a força da alma de uma mulher. Bate doído, bate sem dó. Tanta coisa acontece. Tanta decepção. A gente conhece tanta gente, se apega e depois é obrigado a se acostumar com a falta. E que falta. Falta das antigas amizades, da antiga escola, dos antigos amores, da nossa antiga vida. E uma coisa é fato, a gente nunca vai dar o valor merecido ao nosso presente. É sempre o passado ou o que melhoraremos no futuro, os planos e os desejos, mas o presente? Esse é sempre deixado de lado, comparado ao que passou ou ao que deverá ser um dia. E desse jeito a gente deixa de viver. Egoísmo nosso, egoísmo nosso com a nossa própria vida, que ironia, não? Já me senti tão sozinha, já joguei tanta vida no lixo, já chorei tanto. Hoje eu não choro mais, não faço mais drama, não banco a senhora injustiçada. Não resolve, chorar não resolve. Se humilhar não traz ninguém de volta. Fazer drama não traz pessoas verdadeiras pra perto da gente. Os que realmente se importam a gente sabe, a gente vê. O resto deixa pra lá. Tanta gente interessante por aí, tanta vida por viver, tanto amor abandonado, procurando dono, procurando um coração. Deixa a vida bater, deixa doer. No final, a dor se torna força, e força é o que a gente mais precisa pra enfrentar o mundo lá fora. — Stephani Ignatti