segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Como uma bala perdida sem rumo, sem alvo. Correndo, quase voando sem tirar os pés do chão, perdida, sem rumo, sem alvo… Solta sem motivo, porém presa em um gatilho qualquer. Como podes estar tão solta e presa ao mesmo tempo? Ao fechar os olhos voar e ao abrir cair. Diante disso resolvi andar de olhos fechados como a bala; sem alvo certo, mesmo sabendo que posso nunca acertar nada, ser disparada em um vácuo. Andarei de olhos fechados correndo o risco de cair, cruzar esquinas que nunca iria de olhos abertos, mas tudo valerá à pena quando eu estiver de olhos fechados, pois só assim poderei caminhar junto das nuvens. Voar… Sim, voar como um lindo pássaro. Não quero machucar, não quero matar, muito menos ferir alguém ou algo, quero apenas voar – sentir meus cabelos em sincronia com o vento, meu vestido bailar, meus olhos marejarem, o friozinho na barriga chegar, as pernas estremecerem e meu pensamento viajar. Ser livre seguir o vento, ser leve para que a brisa me conduza.
