domingo, 18 de setembro de 2011

Mais uma noite


Olhou-me profundamente, suspirou, e me puxou para mais perto. Senti um forte calor invadindo meu corpo, e deixei que ele me pegasse com força pela cintura. Em alguns poucos segundos, nossos lábios se uniram, fazendo quase com que nos tornássemos um só - sem nada mais do que um beijo. O fogo que existia em nós dois aumentou. Em poucos instantes depois, estávamos ofegantes, nervosos, ansiosos e animados. Nossas bocas imploravam por mais. Ele beijava minha nuca, descia pelo meu colo, e em seguida voltava a sugar meus lábios, com uma experiência impressionante. Suspirando, apaixonada, eu deixei que ele fizesse o que queria fazer. Até porque meu corpo implorava também pelo seu. De repente, eu não tinha mais nenhum controle de meus sentidos. Só conseguia pensar no fogo que me consumia, e na minha vontade intensa e absoluta de roubá-lo inteiro para mim.

Cravando minhas mãos gélidas em suas costas, pude sentir os ofegos incessantes que tornavam-se - rapidamente - o único barulho ao longo do quarto. Só então, jogando-me sobre a cama, pouco a pouco, seus lábios robustos escorriam pelo meu corpo. Enquanto tocava-me e alternava com carícias violentas, contorci-me sobre a cama e passei a encravar, cada vez mais, meus dedos em suas costas. Puxões, oscilações. Sexo, ofegação. Enquanto eu agarrava teus cabelos e os puxava, ofegando de prazer, ele me olhava, louco, tornando o momento menos selvagem e mais simples. Meu corpo não ligava para demonstrações de afeto naquele momento. Nossos corpos desciam e subiam pela cama, em um ritmo rápido e constante, enquanto gemidos escapavam de minha boca. Às vezes parando um pouco pra me olhar no fundo dos olhos. Isso só tornava o clima ainda mais quente.

Mantendo o ritmo, nossos lábios se uniam, mais e mais uma vez. Em seguida, ele beijava-me o colo e os seios. Delicado, mas em seguida, devastador e quente. Selvagem, mas romântico. Daquele jeito que somente ele conseguia ser. Puxava meus cabelos e eu sentia um arrepio passando por todo o meu corpo.

Em seguida, fechando os olhos, senti-me a mulher mais feliz do mundo. Ele era perfeito - conseguia me fazer sentir única, sem deixar o romantismo de lado. Ele fechou os olhos, deliciado, e, eu com o rosto enfiado no ombro dele, dessa vez, de um jeito apenas carinhoso, dei um beijo na bochecha dele e sentia que aquele momento seria "pra todo o sempre.”